Vivendo os extremos

Taísa Mingossi Magro já visitou muitos lugares, mas o Deserto do Atacama está na lista dos preferidos por agregar diversos atrativos naturais e aventuras de tirar o fôlego

O Deserto do Atacama, localizado no norte do Chile, é o mais alto e seco do mundo. A extensa área está a 2.440 metros acima do nível do mar, sendo que alguns passeios podem levar a pontos acima de 4.000 metros.   A temperatura, típica do deserto, oscila bruscamente, sendo muito calor durante o dia e intenso frio à noite, transformando a região em um local de descobertas constantes. Em busca de aventuras nas paisagens paradisíacas do Atacama, a engenheira agrônoma Taísa Mingossi Magro embarcou para a região e, além do que procurava, encontrou muitas belezas naturais e a emoção dos esportes radicais. “O Deserto do Atacama foi amor à primeira vista. O que mais me surpreendeu foi a variedade de paisagens que podemos encontrar por lá. Curiosamente, a cada tantinho que se anda, mais para lá ou mais para cá, a paisagem muda drasticamente. São vulcões, salares, muitas lagoas de água quente, gelada, salgada e azul, gêiseres, vales com solos lunares, ruínas, cactos gigantes e um céu estrelado de encher os olhos. A diversidade de passeio é enorme”, ressalta.

Dicas:
 
• Vá preparado para o clima de deserto, com bruscas alterações de temperatura.
 
• Os cuidados com o sol forte e com o clima extremamente seco devem ser redobrados.
 
• Não deixe de observar o céu estrelado do deserto, considerado o mais claro do hemisfério sul.


Passeios imperdíveis
 
Geisers Del Tatio: um raro espetáculo da natureza. Durante a manhã, enquanto o clima está frio e o sol ainda não saiu, o calor do solo faz com que uma nuvem de fumaça saia do chão e comece a subir, dando realmente um show.
 
Termas de Puritama: são oito piscinas naturais no meio do deserto, com águas quentinhas e cristalinas, cercadas por uma vegetação verde e amarela. É otimo para relaxar!
 
Lagunas Escondidas de Baltinache: já imaginou mergulhar em lagoas de tons verdes a azulados com águas mais salgadas que o Mar Morto, onde você boia facilmente e é impossível afundar? A sensação é indescritível! 
 
Tour astronômico: Uma atração imperdível no Atacama é observar o céu e ver alguns planetas ou mesmo a lua por um telescópio. Durante o tour, aprendemos bastante sobre os astros.

 

Minhas impressões
 
“Eu diria que o Atacama é para quem curte natureza, seja uma pessoa ativa, que busca aventura, ou aquela que quer apenas descansar. O Atacama também abraça turistas que procuram do mochilão ao luxo, com excursões pré-definidas ou com a liberdade de um carro alugado. Por lá, é possível curtir o hotel, comer muito bem e fazer passeios mais tranquilos, que não exigem caminhada alguma, ou se aventurar de bicicleta, subir vulcões e fazer trekkings longos, observando a natureza, os cactos milenares e as lagoas da região. Além disso, as pessoas locais são muito simpáticas e adoram os brasileiros. Eu fui embora com gostinho de quero mais.”

Na mala
 
“Com o tempo seco, é importante se proteger e se hidratar, por isso, não podemos esquecer o protetor solar, labial, hidratante de corpo, mãos e rosto, soro fisiológico ou fluidificante nasal e colírio. Além disso, é preciso optar por calçados confortáveis, tipo bota ou tênis, roupas de frio para usar em camadas em momentos que a temperatura é próxima aos -10º C, óculos de sol, boné para encarar o sol quente e gorro, luva e cachecol para espantar o frio. Não podemos esquecer, também, dos lenços umedecidos, muito utilizados nos ‘banheiros naturais’.
 
Gastronomia
 
“Gostei muito da gastronomia Atacamenha. O que não falta na culinária é quinoa, diferentes tipos de milho, carne de lhama e muito ceviche. Quem visita o local não pode deixar de experimentar o Pisco, drink famoso na região.”

Sinal de alerta
 
“Todo mundo orienta em relação à temida altitude, mas, para mim, isso foi tranquilo. Acredito que a ordem que segui o roteiro ajudou bastante nessa questão: comecei pelos passeios de menor altitude e fui aumentando gradativamente, a cada dia. Outra dica que ajuda bastante é tomar o chá de coca ou mascar a própria folha.”